segunda-feira, 11 de junho de 2007

Resposta do filho a mãe

Querida mamãe, As coisas não vão indo bem aqui no Brasil. A minha esposa Maria, que aliás também é tua nora, ficou adoentada e a levei para o ginecologista. Imediatamente, ele nós perguntou se tínhamos orgasmo. Fomos embora na hora, pois como você já sabe nó só temos Unimed.

Se não bastasse isto, teu filho, eu, é um fracasso nos negócios. Primeiramente comprei um táxi, mas não consegui nenhum passageiro. Ainda bem que Maria é companheira, imagine que ela sempre estava me acompanhando no banco do passageiro. O apoio dela é fundamental. Então fui trabalhar numa loja de carros e fui despedido logo no primeiro dia. Imagine só: para cada Uno vendido, eu dava um Prêmio de presente... ainda estou sendo processado por furto! Arrasado, tentei outro emprego, desta vez em uma loja de tecido na 25 de Março. As coisas não estavam indo bem e o Sr. Assad (dono da loja) me pediu que fizesse uma "queima de estoque". Não entendi, mas ordens são ordens. Queimou o quarteirão inteiro, fui despedido e falaram que a culpa era toda minha, razão pela qual estou respondendo a tentativa de homicídio e por destruição de patrimônio.

E, se não bastasse tudo isso, acabei com o pouco dinheiro ao comprar uma caixa de naftalinas para matar baratas que andam pela minha casa. O problema é que minha pontaria é um droga e não consegui acertar nenhuma. Aí eu fui conferir o jogo na Supersena e me ocorreu algo engraçado: eu sempre perdia. Ao conferir o jogo, descobri que tinha empatado. Joguei o bilhete fora, ora pois, será que algum dia eu vou ganhar?

Te escrevo agora da prisão, pois levava Maria para passear e meu furgão foi abordado por um policial que me pediu os documentos da Besta. Imediatamente, dei meu passaporte. Não é que o guarda me ofendeu e pediu então o documento da Perua, ao que dei o passaporte de Maria. Não é que o tal guarda ficou nervoso e me ordenou que saísse do carro e colocasse a mão na cabeça... Mamãe eu juro que não tive culpa que a peruca dele caiu. O homem ficou uma fera!

Mamãe, quem me trouxe esta carta foi a mulher de Manolo, a propósito não vou poder pegar Manolo no aeroporto, pois estou na cadeia, mas peça para ele me aguardar, que quando eu sair daqui vou buscá-lo lá mesmo no aeroporto.

Um beijo do seu eterno, Joaquim Manoel.
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